quarta-feira, 30 de agosto de 2017

A Mão de Deus e o Colo de Nossa Senhora


A família do menino de três anos se reencontrou na tarde desta quarta-feira (30) após a criança ter sido resgatada e amparada por um motorista no engavetamento com 36 veículos que deixou dois mortos e 20 feridos na Carvalho Pinto (SP-70) em Jacareí.

Emocionados, os pais agradeceram ao motorista que cuidou da criança enquanto a mãe dela e os avós foram socorridos para o hospital em São José dos Campos.

"Fiquei morrendo de medo porque no começo não sabia com quem ele ia ficar. A esposa dele [motorista] se machucou também e foi na ambulância com a gente. Por isso, ficamos mais tranquilos. Ele foi um anjo nas nossas vidas", relembrou a Amanda Lima Alves, mãe da criança.

A mãe e os avós da criança saíram de São Bernardo do Campo com destino ao Santuário Nacional de Aparecida. Durante o trajeto, eles se envolveram no grave acidente que aconteceu na altura do Km 75 da Carvalho Pinto. Após o resgate, o carro em que eles estavam pegou fogo.

A mãe do Pedro, de três anos, e os pais dela tiveram ferimentos e precisaram ser socorridos para hospitais. Como a criança não teve nenhum ferimento, eles acabaram deixando-a com o chefe de produção Carlos Eduardo Antoneli, que amparou a criança até a chegada de parentes no local.

Thales Tizuco, pai do menino, afirma que se desesperou quando soube do acidente, mas que teve a sensação de um milagre quando descobriu que o filho foi resgatado por um motorista que também seguia para o Santuário Nacional de Aparecida.

"É algo de Deus, foi Deus que colocou ele perto da minha família. Eu ia com a minha família, mas não pude por causa do trabalho. Ontem à noite tive uma sensação de que era melhor eles não virem. Cheguei até pedir para eles adiarem. Minha família nasceu de novo. Eu agradeço muito ao Carlos Eduardo por tudo que ele fez pelo meu filho. Vou ser eternamente grato', disse.

No período da tarde, a mãe teve alta e se encontrou com o pai da criança. Os avós da criança continuam internados, mas a previsão é que tenham alta nesta quinta-feira (31).



segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Castelo Humano Revelador


Desfazendo de máscaras
Que nada mais representam

Há um tempo absorveram

Ideias, pensamentos, ilusões

Sutilmente...

Exposta à realidade

Criam-se raízes tão sóbrias

Que não deixam dúvidas

Da distância imposta

Entre máscaras e realidades

Revelam identidades dicotômicas

Não há mais onde penetrar

Depois que cai a máscara

Reflete-se como em um espelho

O perfil totalitário a quem souber observar

Perceptivelmente...

Célia Rangel


sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Além dos meus silêncios...



, na miséria humana acomoda-se um corpo

, simplesmente se anula em muitas coisas

, há sempre uma tristeza que se apossa

, de um ser que derrapa em lembranças

, há uma solidão conflitante

, que ora quer ser ausente

, ora presença marcante

, refúgio da fraqueza invasora

, em coleção de desafetos

, no gráfico das ilusões

, persistem em queda

, os sonhos.



Célia Rangel




terça-feira, 22 de agosto de 2017

Segurança



A elegância no ser e no agir
no anonimato, chega a ser uma defesa
de reações descabidas.

Na seleção, a contemplação do avesso
local de armazenamento
dos contrastes.

Na vivência, a esperança
de que tudo se dilua
e recomece.

Há um cansaço natural
com as repetições
desencantamento com o humano.

E, no final, o descaso
do que era e já não mais existe
na contemplação do amor.



Célia Rangel


sábado, 19 de agosto de 2017

Leitura revigorante para o final de semana!

‘A felicidade depende da forma como olhamos o mundo’ –
Tal Ben-Shahar


“A primeira lição que dou na minha aula é que nós precisamos nos conceder a permissão de sermos seres humanos. Isso significa vivenciar emoções dolorosas, como raiva, tristeza e decepção. Temos dificuldade de aceitar que todo mundo sente essas emoções às vezes. Não aceitar isso leva à frustração e à infelicidade.”
– Tal Ben-Shahar, em entrevista a revista ‘Exame’, 20.11.2014.

Escritor, conferencista e antigo professor de Psicologia Positiva e Psicologia da Liderança, em Harvard, onde se formou em Filosofia, Psicologia e Comportamento Organizacional, Tal Ben-Shahar ficou mundialmente conhecido como o homem que dava «cursos de felicidade» – os mais procurados da prestigiada universidade norte-americana (Universidade Harvard). Não é fã de livros de auto-ajuda, daqueles que prometem a felicidade eterna em dez passos, mas garante que a felicidade não é tão difícil de alcançar como pensamos.

Leia entrevista completa em:
http://www.revistaprosaversoearte.com/felicidade-depende-da-forma-como-olhamos-o-mundo-tal-ben-shahar/

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Era dezesseis...


Hoje eu pensei em você com saudades daquele seu pedido para entrar em minha vida.

Momento único que será sempre lembrado no ontem, no anteontem e no amanhã.

Você se foi, mas deixou recordações tatuadas em mim.

Nossa vida começou em um dezesseis.

E em todos os dezesseis novas propostas se apresentaram,

Mesmo que não as buscássemos.

Seu nome, você é sempre presente... Jamais será passado...

Meu silêncio é povoado por memórias felizes,

Músicas, poemas, cartas, reacendem o nosso existir.

Tudo é muito vivo em nós.

A morte não nos ganhou.

Apenas, foi uma etapa que se concretizou.

Mas a vida amorosa brotou e brotará sempre...

Deus está com você e comigo partilhando amores eternos.

Meu querido que me espera...

Célia Rangel


Talvez... seja essa a explicação...
Nossa Vida foi baseada em amor filosófico
Muito dialogado e vivenciado
Deixou marcas profundas...

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Estradas de um coração...



Errante... Inconstante...
Vadio... Oscilante...
Deixa-se levar pela onda do
pulsar vermelho que ferve nas veias
no amanhecer, entardecer, ou na escuridão da noite.

Um boêmio descompromissado,
passo a passo no compasso, arritmia inútil
que com tantas taquicardias já se esvai...
No desvio do caminho – a esperança
A magia e a ilusão da eterna serenidade!

Quanto fez? Quanto amou?
Amnésia apoderou-se.
Esburacado nas decepções,
Asfaltado nos sonhos,
Interrompido nas desilusões...

Viveu... Amou... Doou-se.
Sem moderação ou arrependimento.
Foi ponte!



Célia Rangel



quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Um PAI – meu PAI

Amada e desejada desde o espermatozoide,
Isso foi fantástico!
Pois, meu embrião foi cravejadinho de muito amor paternal.

Sei que o fiz feliz na retribuição de muito amor,
De pai para filha uma herança benigna,
Que adornou vidas consolidou amores.

Ele viveu alegrias, sofrimentos e dores,
Mas todos celebrados, curados e cicatrizados,
Pelo dom divino do existir.

Tive um PAI que, em outro não encontro igual,
Simples, verdadeiro, companheiro sempre,
Um olhar azul céu transpôs comigo as nuvens do crescimento.

Deu-me força, exemplo e dignidade de vida para ser quem sou hoje,
Uma filha feliz que agradece ao PAI o PAI concedido,
Relações que transcenderam muros celestiais.

E, agora, José...
A festa acabou...
E, você nos deixou...
“Drumondiando” na vida...


Célia Rangel


sábado, 5 de agosto de 2017

Deixando de estar


Há um crescer invisível,
Que somente a alma percebe.
Empacota-se supérfluos e extingue-se,
Acomoda-se bem mais aconchegante
Em certos e únicos valores da vida.
No descarte, nem sempre queremos reaproveitar,
Então, há sustos em certos olhares...
Há abraços sem contatos...
E há beijos sem sabores.
Palavras emudecem-se.
Tudo foi revelado!
Nada mais espanta.
Então,
Seleciona-se o bem estar do corpo e da mente
Pois,
Mente, quem não se importa,
Em incorporar vida plena,
Enquanto houver energia disponível,
Vida surgirá em nova semente!


Célia Rangel




sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Sem Palavras...

A  DESMORALIZAÇÃO  DO  VOTO!


http://www1.folha.uol.com.br/colunas/bernardomellofranco/2017/08/1907046-para-ingles-ver.shtml

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Pensar e Transformar...


TRANSGRESSÃO E CRESCIMENTO

O rabi Nahum, de Chernobyl, declarou: “Temo muito mais as boas ações que me acomodam do que as más ações que me horrorizam!”
A experiência humana é marcada pela alternância de estados despertos e de torpor. Construímo-nos a partir dos acampamentos que fazemos e do levantar dos mesmos. Mas o rabi Nahum quer frisar a importância de se “horrorizar”, que é um dos sinais de percepção dos lugares estreitos. Quem não se horroriza perde a capacidade de detectar a estreiteza. Nossa insensibilidade se beneficia daquilo que não rompe, das ditas “boas ações” que não ferem os códigos da moral animal. Cada vez que fazemos o esperado, reforçamos um padrão humano automático de torpor. Existe em nós uma tendência de querer agradar a nós, aos outros e à moral de nossa cultura.
Com isso vamos gradativamente nos perdendo de nós mesmos. E o despertar é a capacidade de perceber situações horríveis em nossas vidas, tanto no plano particular como no social e cultural. Desse horror surge uma nova forma de ser, uma nova forma de “família”, uma nova forma de “propriedade” e uma nova forma de “tradição”. A imutabilidade do ser e da família, da propriedade e da tradição é a proposta desesperada de negar a natureza humana, que é mutante e requer novas formas de “moral”.
Entre uma moral e outra o ser humano volta a se despir e, desperto, se recorda de sua alma. A esse despertar se referia o maguid de Mezeridz: “Um cavalo que se sabe cavalo não o é. Este é o árduo trabalho do ser humano: aprender que não é um cavalo.”
A alma se faz perceptível no despertar e no horror. Em ambos os casos ela se volta para a reconstrução do passado. Para este, por sua vez, ela é sempre imoral e perigosa.
BONDER, Nilton – A Ama Imoral: traição e tradição através dos tempos - RJ – Rocco, 1998.