quinta-feira, 27 de julho de 2017

Fantasiando a Realidade


“Rubem Alves, em uma de suas sábias crônicas diz que carregamos duas caixas nessa vida: uma cheinha de brinquedos = o lado bom da vida e, outra cheia de ferramentas = o nosso trabalho. E que o homem se esquece de abrir sua caixa de brinquedos. Torna-se árido, frio, sisudo, calculista, racional apenas”.
Essa colocação levou- me a muitas reflexões:
Onde perdi minha caixa de brinquedos? Pelo jeito, joguei fora! Que saudade! Brincar tornava minha vida tão mais leve! Ria. Gargalhava. Cantava. Andava descalça. Corria. Fazia piada de tudo...
Hoje, sinto o peso da caixa de ferramentas! Pouca utilidade tem para mim. O que faço agora? Trouxe-me rugas, feição marcada por um contorno de seriedade nada atraente. Ficou a experiência? A sabedoria de vida? De que adianta, se o prazer de desfrutar isso tudo já não existe mais...
Quero brincar. Vou construir uma nova caixa de brinquedos. Não quero os pré-fabricados. Quero eu mesma fazê-los. Ter a sensação da criatividade. Da engenharia do coração.
E assim, no meu ‘mundo do faz de conta’, tudo será possível... Amor regado com amizade, generosidade, afetividade, respeito à individualidade... Tudo sem débito ou crédito... Apenas, cumplicidade com a vida.

Célia Rangel



12 comentários:

  1. É divino ler textos como esse que fala de vida renovada, de novos olhares, tanto para nosso interior como para a realidade em que vivemos na sociedade. Abraços, Lúcia.

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  2. Maravilhosa reflexão,Célia! Temos que cultivar sempre nossa caixinha de brinquedos e com ela, tentar a caixa de ferramentas arrumar...bjs. chica

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  3. Bom dia, Célia.

    Se bem soubéssemos da importância da nossa "caixa de brinquedos"... Mas, sempre é tempo, ainda há tempo. Enquanto vivos...

    Um abraço e bom fim de semana.

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  4. É fácil esquecer que (ainda) temos uma caixa de brinquedos. Ela fica guardada, escondida, pela vida de adultos. Não é que tenhamos crescido porque desejava-mos que o tempo passasse depressa para o ser. E foi assim que esquecemos de ser/viver criança. A Caixa de brinquedos ainda lá está guardado no outro Ser do outro tempo. É só descobrir o caminho de se ser criança.
    Gostei do teu Post, Célia.


    Beijo
    SOL

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  5. Uma excelente reflexão que deveríamos levar em conta mais vezes na nossa vida! Bjs e bom fim de semana

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  6. Ai amiga, se pudesse abriria também a caixa de brinquedos, mas não sei onde está? Vou procurar com urgência! Beijos

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  7. Boa tarde, querida Célia,
    que lindo e emocionante texto, e ainda regado a Rubem Alves.
    Sabe refleti muito e penso que também esqueci minha caixa de brinquedos, usei muito a de ferramentas, e hoje não sei mais sorrir. Mas ainda há tempo, vou correr atrás e ser feliz. Beijos!

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  8. No que eu puder e souber, estou disponível para ajudar a (re)construir essa caixa de brinquedos genuína...

    Beijinho.

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  9. Andy Rooney afirmou que por mais séria que for a posição social, todos precisam de um amigo para brincar...
    Rubem Alves define melhor essa necessidade...
    A ideia da construção da sua caixa de brinquedos é genial...
    Também quero uma... e... brinquemos, Célia...
    Grande abraço.
    ~~~~~~~~~~

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  10. Eu tb quero brincar amiga, a vida sem alegria fica tão pesada.

    bjokas =)

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  11. Dos brinquedos às ferramentas, sem esquecer os primeiros. A mim me parece divertidamente mais sério. Abraço grande.

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  12. Ainda tenho minha caixa de brinquedos, porém de vez em quando vejo que as ferramentas também estão em alta... A verdade é uma, Célia, a vida precisa ser leve. É desgastante e desnecessário nos preocuparmos com coisinhas, sejam elas nossas ou dos outros. E estou nesse exercício.
    Beijo, dias alegres pra você!

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