quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Era dezesseis...


Hoje eu pensei em você com saudades daquele seu pedido para entrar em minha vida.

Momento único que será sempre lembrado no ontem, no anteontem e no amanhã.

Você se foi, mas deixou recordações tatuadas em mim.

Nossa vida começou em um dezesseis.

E em todos os dezesseis novas propostas se apresentaram,

Mesmo que não as buscássemos.

Seu nome, você é sempre presente... Jamais será passado...

Meu silêncio é povoado por memórias felizes,

Músicas, poemas, cartas, reacendem o nosso existir.

Tudo é muito vivo em nós.

A morte não nos ganhou.

Apenas, foi uma etapa que se concretizou.

Mas a vida amorosa brotou e brotará sempre...

Deus está com você e comigo partilhando amores eternos.

Meu querido que me espera...

Célia Rangel


Talvez... seja essa a explicação...
Nossa Vida foi baseada em amor filosófico
Muito dialogado e vivenciado
Deixou marcas profundas...

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Estradas de um coração...



Errante... Inconstante...
Vadio... Oscilante...
Deixa-se levar pela onda do
pulsar vermelho que ferve nas veias
no amanhecer, entardecer, ou na escuridão da noite.

Um boêmio descompromissado,
passo a passo no compasso, arritmia inútil
que com tantas taquicardias já se esvai...
No desvio do caminho – a esperança
A magia e a ilusão da eterna serenidade!

Quanto fez? Quanto amou?
Amnésia apoderou-se.
Esburacado nas decepções,
Asfaltado nos sonhos,
Interrompido nas desilusões...

Viveu... Amou... Doou-se.
Sem moderação ou arrependimento.
Foi ponte!



Célia Rangel



quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Um PAI – meu PAI

Amada e desejada desde o espermatozoide,
Isso foi fantástico!
Pois, meu embrião foi cravejadinho de muito amor paternal.

Sei que o fiz feliz na retribuição de muito amor,
De pai para filha uma herança benigna,
Que adornou vidas consolidou amores.

Ele viveu alegrias, sofrimentos e dores,
Mas todos celebrados, curados e cicatrizados,
Pelo dom divino do existir.

Tive um PAI que, em outro não encontro igual,
Simples, verdadeiro, companheiro sempre,
Um olhar azul céu transpôs comigo as nuvens do crescimento.

Deu-me força, exemplo e dignidade de vida para ser quem sou hoje,
Uma filha feliz que agradece ao PAI o PAI concedido,
Relações que transcenderam muros celestiais.

E, agora, José...
A festa acabou...
E, você nos deixou...
“Drumondiando” na vida...


Célia Rangel


sábado, 5 de agosto de 2017

Deixando de estar


Há um crescer invisível,
Que somente a alma percebe.
Empacota-se supérfluos e extingue-se,
Acomoda-se bem mais aconchegante
Em certos e únicos valores da vida.
No descarte, nem sempre queremos reaproveitar,
Então, há sustos em certos olhares...
Há abraços sem contatos...
E há beijos sem sabores.
Palavras emudecem-se.
Tudo foi revelado!
Nada mais espanta.
Então,
Seleciona-se o bem estar do corpo e da mente
Pois,
Mente, quem não se importa,
Em incorporar vida plena,
Enquanto houver energia disponível,
Vida surgirá em nova semente!


Célia Rangel




sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Sem Palavras...

A  DESMORALIZAÇÃO  DO  VOTO!


http://www1.folha.uol.com.br/colunas/bernardomellofranco/2017/08/1907046-para-ingles-ver.shtml

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Pensar e Transformar...


TRANSGRESSÃO E CRESCIMENTO

O rabi Nahum, de Chernobyl, declarou: “Temo muito mais as boas ações que me acomodam do que as más ações que me horrorizam!”
A experiência humana é marcada pela alternância de estados despertos e de torpor. Construímo-nos a partir dos acampamentos que fazemos e do levantar dos mesmos. Mas o rabi Nahum quer frisar a importância de se “horrorizar”, que é um dos sinais de percepção dos lugares estreitos. Quem não se horroriza perde a capacidade de detectar a estreiteza. Nossa insensibilidade se beneficia daquilo que não rompe, das ditas “boas ações” que não ferem os códigos da moral animal. Cada vez que fazemos o esperado, reforçamos um padrão humano automático de torpor. Existe em nós uma tendência de querer agradar a nós, aos outros e à moral de nossa cultura.
Com isso vamos gradativamente nos perdendo de nós mesmos. E o despertar é a capacidade de perceber situações horríveis em nossas vidas, tanto no plano particular como no social e cultural. Desse horror surge uma nova forma de ser, uma nova forma de “família”, uma nova forma de “propriedade” e uma nova forma de “tradição”. A imutabilidade do ser e da família, da propriedade e da tradição é a proposta desesperada de negar a natureza humana, que é mutante e requer novas formas de “moral”.
Entre uma moral e outra o ser humano volta a se despir e, desperto, se recorda de sua alma. A esse despertar se referia o maguid de Mezeridz: “Um cavalo que se sabe cavalo não o é. Este é o árduo trabalho do ser humano: aprender que não é um cavalo.”
A alma se faz perceptível no despertar e no horror. Em ambos os casos ela se volta para a reconstrução do passado. Para este, por sua vez, ela é sempre imoral e perigosa.
BONDER, Nilton – A Ama Imoral: traição e tradição através dos tempos - RJ – Rocco, 1998.


quinta-feira, 27 de julho de 2017

Fantasiando a Realidade


“Rubem Alves, em uma de suas sábias crônicas diz que carregamos duas caixas nessa vida: uma cheinha de brinquedos = o lado bom da vida e, outra cheia de ferramentas = o nosso trabalho. E que o homem se esquece de abrir sua caixa de brinquedos. Torna-se árido, frio, sisudo, calculista, racional apenas”.
Essa colocação levou- me a muitas reflexões:
Onde perdi minha caixa de brinquedos? Pelo jeito, joguei fora! Que saudade! Brincar tornava minha vida tão mais leve! Ria. Gargalhava. Cantava. Andava descalça. Corria. Fazia piada de tudo...
Hoje, sinto o peso da caixa de ferramentas! Pouca utilidade tem para mim. O que faço agora? Trouxe-me rugas, feição marcada por um contorno de seriedade nada atraente. Ficou a experiência? A sabedoria de vida? De que adianta, se o prazer de desfrutar isso tudo já não existe mais...
Quero brincar. Vou construir uma nova caixa de brinquedos. Não quero os pré-fabricados. Quero eu mesma fazê-los. Ter a sensação da criatividade. Da engenharia do coração.
E assim, no meu ‘mundo do faz de conta’, tudo será possível... Amor regado com amizade, generosidade, afetividade, respeito à individualidade... Tudo sem débito ou crédito... Apenas, cumplicidade com a vida.

Célia Rangel



quarta-feira, 26 de julho de 2017

Dia dos Avós


Origem do Dia dos Avós

O Dia Mundial dos Avós (também conhecido por Dia da Vovó no Brasil) é celebrado em 26 de julho em homenagem à Santa Ana e São Joaquim, os avós de Jesus Cristo, considerados os padroeiros de todos os avós pela Igreja Católica.
No dia 26 de julho de 1584, o Papa Gregório VIII canonizou os avós de Jesus Cristo, por isso a escolha desta data para a celebração.
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Sou uma vovó feliz!
Agradeço a cada novo dia a alegria da vida celebrando todos os seus ciclos!
E que os avós curtam essa fase como avós, e jamais... “pais pela segunda vez...” 
Ocupemos nosso lugar e respeitemos as individualidades.
Só assim haverá harmonia no relacionamento.

Vovó Célia.


terça-feira, 25 de julho de 2017

“Dia do Escritor”


O encantamento em ler e escrever é terapia. A audácia, a curiosidade, a pesquisa, a ética  sedimentam o emocional racionalizando porções da vida.

Escrever é uma arte e, como tal, um tesouro que nos enriquece e nos leva à reflexão. Não faço disso uma profissão, mas é o meu relacionar comigo e com o mundo. Não tenho a pretensão de, mas dou meus voos...

Rubem Alves, com suas metáforas deixou-nos um legado: – “Procure aqueles que sabem voar: os poetas. Eles têm asas mágicas, feitas com palavras e se chamam poemas!” (em A volta do Pássaro Encantado).

A paixão de um poeta

Suas asas nem sempre são mágicas,
Autênticas no endeusamento do seu voo,
Atingem corações e perpetuam-se.
Percorrem estradas longínquas,
Que com matizes diversos,
Colorem sublimes ilusões.
Quando tudo parece extinto,
Recorre a sentimentos nobres,
Envolventes, apaixonantes, loucos...
Ressurge nas garras de sua angústia,
Sublimando e inebriando-se com a vida,
Reabastece-se com palavras que transcendem,
Em longo caminho até outras mentes.
Nem sempre compreendido sabe
Que o escrito não lhe pertence...
Sonhador faz das palavras, sua arma
Projetadas em devaneios extasiantes,
Que interceptaram o embrião do paraíso...
Incubador do gene de escritor!


Célia Rangel


segunda-feira, 24 de julho de 2017

Aprendizado


“Que a gente aprenda a valorizar o abraço antes da ausência.

O sorriso antes da lágrima.

O momento que antecede a despedida.

A luz de dias calmos.

O amor sem nada em troca.

Que a vida nos ensine a tempo o que é precioso cultivar.

A demonstração de afeto antes da partida.

A alegria anterior aos tempos difíceis.

A presença antes da falta.

Que tenhamos sabedoria a tempo para termos tempo de realizar.

É verdade que a vida voa, mas também recomeça a cada dia, nos dando a infinita chance de recomeçar."



Erick Tozzo






domingo, 23 de julho de 2017

Refletindo...


A ARTE DE NÃO ADOECER

Se não quiser adoecer – “Fale de seus sentimentos”.

Emoções e sentimentos que são escondidos, reprimidos, acabam em doenças como: gastrite, úlcera, dores lombares, dor na coluna.
Com o tempo a repressão dos sentimentos degenera até em câncer. Então vamos desabafar, confidenciar, partilhar nossa intimidade, nossos segredos, nossos pecados.
O diálogo, a fala, a palavra, é um poderoso remédio e excelente terapia.

Se não quiser adoecer – “Tome decisão”.

A pessoa indecisa permanece na dúvida, na ansiedade, na angústia. A indecisão acumula problemas, preocupações, agressões. A história humana é feita de decisões. Para decidir é preciso saber renunciar, saber perder vantagem e valores para ganhar outros.
As pessoas indecisas são vítimas de doenças nervosas, gástricas e problemas de pele.

Se não quiser adoecer – “Busque soluções”.

Pessoas negativas não enxergam soluções e aumentam os problemas. Preferem a lamentação, a murmuração, o pessimismo. Melhor é acender o fósforo que lamentar a escuridão.
Pequena é a abelha, mas produz o que de mais doce existe.

Se não quiser adoecer – “Não viva de aparências”.

Quem esconde a realidade, finge, faz pose, quer sempre dar a impressão que está bem, quer mostrar-se perfeito, bonzinho etc., está acumulando toneladas de peso… uma estátua de bronze, mas com pés de barro.
Nada pior para a saúde que viver de aparências e fachadas. São pessoas com muito verniz e pouca raiz. Seu destino é a farmácia, o hospital, a dor.

Se não quiser adoecer – “Aceite-se”.

A rejeição de si próprio, a ausência de autoestima, faz com que sejamos algozes de nós mesmos. Ser eu mesmo é o núcleo de uma vida saudável. Os que não se aceitam são invejosos, ciumentos, imitadores, competitivos, destruidores.
Aceitar-se, aceitar ser aceito, aceitar as críticas, é sabedoria, bom senso e terapia.

Se não quiser adoecer – “Confie”.

Quem não confia, não se comunica, não se abre, não se relaciona, não cria liames profundos, não sabe fazer amizades verdadeiras.
Sem confiança, não há relacionamento. A desconfiança é falta de fé em si, nos outros e em Deus.

Se não quiser adoecer – “Não viva sempre triste”.

O bom humor, a risada, o lazer, a alegria, recuperam a saúde e trazem vida longa. A pessoa alegre tem o dom de alegrar o ambiente em que vive.
“O bom humor nos salva das mãos do doutor”.
Alegria é saúde e terapia.

Dr. Dráuzio Varela


sexta-feira, 21 de julho de 2017

A arte de saber esperar...


Uma generosa dose de boa vontade,
de compreensão, e de sabedoria.
Acreditar e esperar no tempo certo,
que tudo aconteça.
Fugir do pessimismo.
Não abrir a porta a medos interiores,
deixando-te engolir pela escuridão da desilusão.
Ao contrário, faça dias de sol e
noites de luas e estrelas!
Celebre com doçura e carinho a espera.
Tranquilize teu coração com intensa luz,
e espere o que for melhor para ti.
Tem uma existência sagrada.
Portanto,  viva o que te é oferecido.
E assim, com serenidade,
ouvirá no silêncio a voz de tua mente
dialogando com tua alma.
Espere!

Célia Rangel



quinta-feira, 20 de julho de 2017

ENTRE AMIGOS


Para que serve um amigo? Para rachar a gasolina, emprestar a prancha, recomendar um disco, dar carona pra festa, passar cola, caminhar no shopping, segurar a barra. Todas as alternativas estão corretas, porém isso não basta para guardar um amigo do lado esquerdo do peito.

Milan Kundera, escritor tcheco, escreveu em seu último livro, "A Identidade", que a amizade é indispensável para o bom funcionamento da memória e para a integridade do próprio eu. Chama os amigos de testemunhas do passado e diz que eles são nosso espelho, que através deles podemos nos olhar. Vai além: diz que toda amizade é uma aliança contra a adversidade, aliança sem a qual o ser humano ficaria desarmado contra seus inimigos.

Verdade verdadeira. Amigos recentes custam a perceber essa aliança, não valorizam ainda o que está sendo construído. São amizades não testadas pelo tempo, não se sabe se enfrentarão com solidez as tempestades ou se serão varridos numa chuva de verão. Veremos.

Um amigo não racha apenas a gasolina: racha lembranças, crises de choro, experiências. Racha a culpa, racha segredos.

Um amigo não empresta apenas a prancha. Empresta o verbo, empresta o ombro, empresta o tempo, empresta o calor e a jaqueta.

Um amigo não recomenda apenas um disco. Recomenda cautela, recomenda um emprego, recomenda um país.

Um amigo não dá carona apenas pra festa. Te leva pro mundo dele, e topa conhecer o teu.

Um amigo não passa apenas cola. Passa contigo um aperto, passa junto o réveillon.

Um amigo não caminha apenas no shopping. Anda em silêncio na dor, entra contigo em campo, sai do fracasso ao teu lado.

Um amigo não segura a barra, apenas. Segura a mão, a ausência, segura uma confissão, segura o tranco, o palavrão, segura o elevador.

Duas dúzias de amigos assim ninguém tem. Se tiver um, amém.


Martha Medeiros


quarta-feira, 19 de julho de 2017

O Educador Provocador

Há três anos, em um 19 de julho, perdemos um grande educador e escritor: Rubem Alves. Para ele "educar é ensinar a olhar para dentro e para fora"- educação libertadora, integral e humanista.
Rubem, cristão inquieto era um rebelde. Gostava de provocar. Dizia que "pimentas são frutinhas coloridas que provocam incêndios na boca. Pois há ideias que se assemelham às pimentas: podem provocar incêndios nos pensamentos".
Mestre Rubem criticava o sistema de ensino no Brasil, "máquina de destruir a curiosidade das crianças", impondo mais o "hábito" da leitura do que o "prazer de ler".
Perto de sua morte, disse que as vocações que o comoviam eram escrever, ensinar - principalmente às crianças - e plantar um jardim, que era a forma de cuidar da Terra... (Chico Alencar)



Sentimentos


Somos donos de nossos atos,
Mas não somos donos de
nossos sentimentos;
Somos culpados
pelo que fazemos,
Mas não somos culpados
pelo que sentimos;
Podemos prometer atos,
Não podemos prometer
sentimentos…
Atos são pássaros
engaiolados,
Sentimentos
são pássaros em voo.


Rubem Alves


terça-feira, 18 de julho de 2017

Dia do Trovador


18 de Julho  -  Dia do Trovador

O termo trova, do francês, “trouber” (achar) nos indica que os trovadores devem “achar” o motivo de sua poesia ou de suas canções. Segundo Aurélio Buarque de Holanda, trovador é “na Idade Média, poeta ambulante que cantava seus poemas ao som de instrumentos musicais; menestrel; poeta; vate”.

Originária da quadra popular portuguesa, a trova teve no Brasil um desenvolvimento inusitado, e é hoje praticada por mais de 3000 trovadores em todo o país; possui até uma organização de âmbito nacional, a UBT – União Brasileira de Trovadores. Esse gênero literário é considerado, atualmente, o único gênero exclusivo da língua portuguesa! Começou a ser estudado e difundido só depois de 1950, propagado pelo poeta carioca Gilson de Castro (que, mais tarde, adotaria o pseudônimo literário de Luiz Otávio) juntamente com J.G. de Araújo Jorge.

NO BRASIL – A trova chegou ao Brasil com o os portugueses, continuou com Anchieta, Gregório de Matos, intensificou-se com Tomaz Antônio Gonzaga, Claudio Manuel da Costa, com os românticos – Gonçalves Dias, Casimiro de Abreu, Castro Alves, com os parnasianistas – Olavo Bilac, Vicente de Carvalho e com os modernistas – Mário de Andrade, Manuel Bandeira e Carlos Drummond de Andrade.

A trova é, hoje, o único gênero literário exclusivo da língua portuguesa. Originária da quadra popular portuguesa encontrou campo fértil no Brasil, mas só depois de 1950 começou a ser estudada e difundida literariamente.

Conversa literária: exemplo de trova

(Pedro Viana Filho)

Para alguns eu sou benquisto
para outros, um atrevido…
Meu consolo é que nem Cristo
foi por todos compreendido.

As espadas ferem tanto,
como também os punhais…
A língua humana, entretanto,
é menor e fere mais.

O que na vida aprendi
e tenho aprendido mais,
provém das lições que ouvi
das tradições dos meus pais.

Trovador, qual o motivo
desse teu mundo risonho?
O segredo é porque vivo
envolvido no meu sonho!




quarta-feira, 12 de julho de 2017

Iceberg  amoroso


Meu iceberg
só você consegue
derreter.

Mãos dadas
olhares comprometedores
etéreas visões.

Aconchegantes abraços
corações aquecidos
amores sem despedidas.

Então, águas aquecidas
ambiente renovado
deixemos que nos invadam...



Célia Rangel


sexta-feira, 7 de julho de 2017

Baú de Memórias


Você... Eu = Paz... Encantamento...
Relação perfeita: cegos e surdos na conveniência

Contrariamos a máxima de que isto é impossível...
Existimos sim... Somos reais e únicos! É possível...

Aceitamo-nos com nossas diferenças, qualidades e defeitos
Com arte e união construímos nossa vida nas semelhanças

Conflitos e frustrações aconteceram, mas... solucionamos!
A fórmula exata foi saber expressar e acolher todos os sentimentos

Nossa proposta era sempre ser e fazer o melhor um pelo outro
Em um balanço emocional analisávamos nossas ações, gestos e atitudes

E, com muito carinho e respeito, reinventávamos...
Se há fórmula mágica para conviver, essa foi uma:
Surpreendermo-nos sempre!


Célia Rangel



quarta-feira, 5 de julho de 2017

Amar!


Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: Aqui... além...
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente
Amar! Amar! E não amar ninguém!

Recordar? Esquecer? Indiferente!...
Prender ou desprender? É mal? É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!

Há uma Primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!

E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder... pra me encontrar...


Florbela Espanca


terça-feira, 4 de julho de 2017

Maria Bethânia - Estado de Poesia



Estado de Poesia

Maria Bethânia



Para viver em estado de poesia
Me entranharia nestes sertões de você
Pra me esquecer da vida que eu vivia
De cigania antes de te conhecer
De enganos livres que eu tinha porque queria
Por não saber que mais dia menos dia
Eu todo me encantaria pelo todo do seu ser
Pra misturar meia noite meio dia
E enfim saber que cantaria a cantoria
Que há tanto tempo queria
A canção do bem querer
É belo vês o amor sem anestesia
Dói de bom, arde de doce
Queima, acalma
Mata, cria
Chega tem vez que a pessoa que enamora
Se pega e chora do que ontem mesmo ria
Chega tem hora que ri de dentro pra fora
Não fica nem vai embora
É o estado de poesia

Chico César

sábado, 1 de julho de 2017

Reflexão


Marca Registrada

Sou empreendedora da autonomia.
Invisto em mudanças positivas.
Assumo riscos de... até não dar certo!
Guio-me pela exuberância da força espiritual:
refletir, criar, executar, recuar, prosseguir.
No rico espaço do silêncio da solidão,
uso de conhecimento intuitivo
e, busco aprender sempre mais e, mais.
Leio pessoas... leio olhares... leio corações
o mais naturalmente possível.
Entrego meus segredos, sem medo ou censura,
aos que merecem, realmente.
Desgastar-me com raiva? Jamais!
Utilizo-a como força para meus talentos.
Medito, ouso, compartilho, analiso resultados,
excluo o que já não tem valor.
Quero deixar marcas profundas
atualizando velhas ideias em novas propostas de vida...
Na ternura e magia do viver plenamente!

Célia Rangel


terça-feira, 27 de junho de 2017

Caminhante, sempre...


Abri um caminho entre nós
Entrelacei nossas mãos e seguimos
Rumo ao horizonte de nossas vidas
Foi lindo demais
O Sol aquecia-nos
Nuvens levavam nossos pensamentos
Em longas viagens
O pedágio era nossa ternura
E quando a vida nublava
Esperávamos a Lua que com seu magnetismo
Que a tudo envolvia
Vivenciamos...
E no reencontro o encontro
Belo e festivo em mim
No caminho infinito.


Célia Rangel



domingo, 25 de junho de 2017

Solos de Violão - Bossa Nova - Roberto Nunes Violonista



Momento único domingueiro com música de qualidade!

Célia Rangel

"Com o tempo, você vai percebendo que, para ser feliz, você precisa aprender

a

gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem também

gosta de você.


Mário Quintana

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Revolucionar...

Fazer diagnóstico da vida...
É descobrir fatos, coisas e pessoas,
Que revolucionam toda uma existência.
Na serenidade invadem uma verdade
Que vivia abafada, consumida, morta...
Brota borbulhante e límpida como fonte,
Abastece alma e coração,
Matam a tranquilidade...
Quando tudo parecia arrumado,
Desce uma cachoeira de emoções,
Que vai moldando rudezas,
Transformando sentimentos,
Encorajando novos rumos,
Novas pistas de fuga,
Desvio?
É melhor...
Ficar na obscuridade que expor-se a novas descobertas?
Assim, perde-se no ímpeto da fuga, o prazer de novas sensações!
Célia Rangel


terça-feira, 20 de junho de 2017

Dia Mundial dos Refugiados


Uma triste realidade!

Será que precisamos de um dia para observarmos essa dura realidade

com nossos irmãos?


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