quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Humildade ao envelhecer


Abra espaço para corpos jovens
Não adianta ter mente jovem se o seu corpo não mais acompanha...
Partilhe a sabedoria e o conhecimento adquiridos
Assuma sua mediocridade,
Submeta-se sempre às novas aprendizagens e tecnologias...
Isso rejuvenesce!
Não comparar com o que você foi... ou fez...
Ou o cansativo chavão: “no meu tempo não era assim...”
Isso envelhece!
O seu tempo agora é outro...
Autenticidade e simplicidade em ser o que você é...
Aprenda a perdoar e a pedir o perdão...
Isso é inteligência!
Abra suas mãos e seu coração...  
Nascemos de mãos fechadas.
Morremos com as mãos espalmadas.
Saiba doar e receber...
Pratique a gratuidade em tudo!
Nossa vida é fugaz... passagem meteórica...
Tudo se esvai!
Fica o amor vivido... sofrido... gozado... amado realmente...
Ficam momentos de felicidade... eternas lembranças
Delicie-se com as boas sementes deixadas!
Amargura, decepções, apague não vale a pena, preze sua pressão arterial...
Mantenha sempre sua mente no azul das emoções!
Sonhe... viaje ao infinito...
Seu pensamento é o único lugar onde você é realmente livre...
Usufrua! Delegue! Esqueça! Viva! Ame! E deixe viver....


Célia Rangel




domingo, 15 de outubro de 2017

Ao Professor/a - Educador/a...


Oração do Professor

Dai-me, Senhor, o dom de ensinar,
Dai-me esta graça que vem do amor.
Mas, antes do ensinar, Senhor,
Dai-me o dom de aprender.
Aprender a ensinar
Aprender o amor de ensinar.
Que o meu ensinar seja simples,
humano e alegre, como o amor.
De aprender sempre.
Que eu persevere mais no aprender do que no ensinar.
Que minha sabedoria ilumine e não apenas brilhe
Que o meu saber não domine ninguém, mas leve à verdade.
Que meus conhecimentos não produzam orgulho,
Mas cresçam e se abasteçam da humildade.
Que minhas palavras não firam e nem sejam dissimuladas,
Mas animem as faces de quem procura a luz.
Que a minha voz nunca assuste,
Mas seja a pregação da esperança.
Que eu aprenda que quem não me entende
Precisa ainda mais de mim,
E que nunca lhe destine a presunção de ser melhor.
Dai-me, Senhor, também a sabedoria do desaprender,
Para que eu possa trazer o novo, a esperança,
E não ser um perpetuador das desilusões.
Dai-me, Senhor, a sabedoria do aprender
Deixai-me ensinar para distribuir a sabedoria do amor.

 Autor: Antonio Pedro Schlindwein




quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Homenagem


   As cores vibrantes, marca do artista plástico pernambucano Romero Britto, deram cor e novos traços à imagem de Nossa Senhora Aparecida. Ele pintou um quadro em homenagem ao jubileu da padroeira e doou a obra para o Santuário Nacional.

Ele fez a pintura a pedido da Rede Vanguarda, que convidou oito artistas brasileiros a retratarem Aparecida nos 300 anos do encontro da imagem no rio Paraíba do Sul.

     Além de Romero Britto, o cartunista Maurício de Sousa e o escultor Gilmar Pina, também participam da exposição 'Olhares'. As telas e esculturas estão desde o último domingo (8) no subsolo da basílica.

    Romero pintou o quadro em seu ateliê, em Orlando, na Flórida (EUA), e no trabalho, usou as cores da bandeira do Brasil. Ele contou que foi a primeira vez que pintou um retrato de Aparecida.

https://g1.globo.com/sp/vale-do-paraiba-regiao/aparecida-300-anos/2017/noticia/romero-britto-pinta-quadro-para-homenagear-300-anos-de-nossa-senhora-aparecida.ghtml

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Sou...


Sou como você me vê.
Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania,
Depende de quando e como você me vê passar.
E se me achar esquisita, respeite também.
Até eu fui obrigada a me respeitar.

Clarice Lispector


terça-feira, 10 de outubro de 2017

Dia Mundial da Saúde Mental

10 de outubro – Dia Mundial da Saúde Mental


Hoje é o Dia Mundial da Saúde Mental. Uma vez que, em algumas pessoas afetadas por uma doença física, uma perturbação mental não só aumenta o grau de sofrimento como as tornam menos capazes de manter um tratamento.

É evidente que, ao tratar uma doença, obteremos melhores resultados considerando o indivíduo como um todo, em vez de cuidarmos apenas de partes desse todo. Este fato requer que os que prestam cuidados de saúde - mental e física - trabalhem conjuntamente, concentrando as suas responsabilidades e pontos fortes individuais numa ação de cooperação.

Neste Dia Internacional de Saúde Mental, assumamos o compromisso de tratar as pessoas e não apenas algumas partes delas.

Leia mais em:
http://www.cepad.ufes.br/conteudo/10-de-outubro-%E2%80%93-dia-mundial-da-sa%C3%BAde-mental

sábado, 7 de outubro de 2017

PONDERAÇÕES


Está difícil ‘poetar’ com todos esses acontecimentos subumanos...

Dia das Crianças?

- matam de todas as formas... 
- queimam...
- estupram... 
- drogam-nas 
- Amor? 
- Sente-se pouco.

Dia do Professor?

- eterno anônimo...
- carrega o nome da empresa...
- é ameaçado pelo sistema social...
- é aviltado pelo sistema econômico...
- e quando é vocacionado, doa sua vida.
- Valorização?
- Inexistente.

Momento de introspecção na busca de soluções sociais que dependem essencialmente de nós, mulheres, que geramos nossas crianças e que, em sua maioria somos educadoras em nosso lar ou em nossas escolas.

Dedico tais ponderações a Janaúba, cidade até então inexpressiva no noticiário em geral, e que marca sua presença em forma de luto; às crianças-mártires e à professora  Helley, heroína, que perde sua vida salvando crianças...

Diz Papa Francisco: "Temos que ver cada criança como um presente a ser acolhido, amado e protegido".


Célia Rangel

Lírio da Paz

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Assim...


Brindo a vida, não importa como...

Uma música, uma dança, uma bebida ou, uma oração,   

uma boa companhia, um olhar, ou mesmo só,

brindo dando um realce ao meu existir

degustando de uma bela taça, a Vida...



O poeta se liberta com palavras.

Libertemo-nos brincando com as mesmas.

Amo a noite. A calma. Não se ouve nada.

Um vazio pleno e fértil.

De repente, ouve-se algum ruído de alguém,

perdido em altas horas embriagando-se com suas tristezas.



Na penumbra do pensamento embalo dedos em um teclado,

dele extraio poemas que fazem dueto com minha alma amante.

Penso que Deus me olha e diz:

- quanta maluquice de vida em um ser somente...

Ainda assim,

Refaço sempre, mais e mais, a loucura de amar em mim, você.


Célia Rangel






sábado, 30 de setembro de 2017

Obra de Arte Divina


Nasci, curiosidade total...
Fui projetando sonhos, ilusões
Com todas as cores do arco-íris
Perdida no mundo da fantasia.

Era uma artista ‘cantora’
Cabo de vassoura o microfone
E na minha caverna emocional
Brotavam prazer e paixão pela vida.

Acarinhando ideais...
A tela não ficou em branco
Muitos planos arquitetados...
Será que me enganei nas cores?

Projetos incríveis:
Realização pessoal,
Príncipe encantado...
Que não virou sapo.

A idealização de um lar,
A concretização.
Os filhos... o filho
Sonhos...

Na bienal da vida
Uma obra de arte...
No álbum das lembranças,
Figuras ternamente condecoradas!



Célia Rangel


terça-feira, 26 de setembro de 2017

AGENDA


Retirei desagradáveis
Restaram os agradáveis
Momentos que não precisam
De agenda
Memórias registradas
Com a lupa do coração
Ah! Que lindo pensamento
Envolvente
Nessa agenda de hoje
Não me enterrarei com desgostos
Quero estar alegre, feliz, envolvente
Com uma perspectiva de paz
Conciliadora
Entre o emocional e a razão
Mediadora
Plural nas ações positivas
Singular sempre
Ao me sentir traída
Único compromisso
Com o amor.


 Célia Rangel



sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Interiorizando...


PRIMAVERA E TERNURA

Encontrei uma flor

Na fenda do rochedo.

Desenho vivo em meio às pedras.

Singular.


Pássaros, abelhas, borboletas

afastaram-lhe a solidão.


Se de uma simples fresta

uma cor brotou

e o tédio se dissipou,

quão florido

e quão divertido

seria o mundo

se as rochas em pó se transformassem!


Lauro Daros


quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Tempos Bicudos...


ÁRVORES

JOYCE KILMER

Sei que nunca verei
poema mais belo e ardente,
do que uma árvore;
uma árvore que encerra
uma boca faminta
aberta eternamente
ao hálito sutil e flutuante da Terra.

Voltada para Deus todo dia,
ela esquece os braços
a pender de folhas,
numa prece.

(...)

A chuva vive na mais doce
intimidade do tronco,
a se embalar nos galhos seus.



- Fico observando notícias do Planeta, e pensando... quando o homem perceberá que não deve, não pode interferir na Natureza? A resposta está nos furacões, nos terremotos, nas estiagens prolongadas, na poluição causando um ar irrespirável e incêndios por toda parte... Árvores são os pulmões naturais! Não adianta um dia para comemorar - 21 de setembro - se nos demais não nos importamos...

Célia Rangel. 

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

ES-PE-RAN-ÇA...


Esperança
Mário Quintana

Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E
— ó delicioso voo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança...
E em torno dela indagará o povo:
— Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá
(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
— O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA...

Texto extraído do livro "Nova Antologia Poética", Editora Globo - São Paulo, 1998, pág. 118.



terça-feira, 12 de setembro de 2017

Extrato poético

* [...] Diz o Tao Te Ching que o segredo do sábio - a razão por que todos olham para ele e o escutam - é que "ele se comporta como uma criança pequena". O sábio é um adulto com olhos de criança. Os olhos, diferentemente do resto do corpo, preservam para sempre a propriedade mágica de rejuvenescimento.

No mistério do Sem-Fim,
equilibra-se um planeta.
E, no planeta, um jardim,
e, no jardim, um canteiro:
e, no canteiro, uma violeta,
e sobre ela, o dia inteiro,
entre o planeta e o Sem-Fim,
a asa de uma borboleta.

"Um homem, ao nascer, é macio e frágil. Ao morrer, ele é duro e rígido."
O que o sábio chinês disse ao corpo inteiro, o poeta espanhol Antônio Machado disse aos olhos:

Olhos que para a luz se abriram
um dia para, depois,
cegos retornar a terra,
fartos de olhar sem ver!

* Na morada das palavras - Crônicas - Rubem Alves.


sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Existir.


É muito mais que viver.
É muito mais que pulsar. 
É muito mais que caminhar.
É muito mais que olhar.
É muito mais que ouvir.

É contaminar com seu amor.
É deixar pegadas nos corações.
É deixar sua marca humana.
É respirar dos bons momentos.
É acalentar o chegar e o partir.

É a sua estrada...
Sua bagagem?
Seu conhecimento
Libertador! 
Existir... é ser você apenas.


Célia Rangel


segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Pensando em setembro


Um lindo mês!

Alguns aniversários de pessoas queridas a quem reverencio gratidão; inclusive o da Pátria que despojada está da ética, dos valores morais, do que aprendi na simplicidade da minha infância que brigar, roubar, matar, falar mal dos outros, desrespeitar pai, mãe e professores era muito feio.

E a “Natividade de Nossa Senhora", com certeza para cobrir-nos com suas bênçãos!

Desbancando isso tudo, vem a primavera com seus encantos, talvez seja proposital... Ela revestirá de flores, cores, aromas e amores tanta ‘merdança’ solta pelo meu querido país!

Rui Barbosa antevia este século quando declarou: "De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto."

Já não consigo assistir a jornal televisado. Prefiro lê-lo para não emporcalhar com comentários tendenciosos, minha audição... A visão reveste-se de esperança de um dia ler justiça, benignidade, honra ao patrimônio pessoal e de toda uma nação! Ser realmente um profissional digno de colocar a cabeça no travesseiro e dormir o sono merecido, em toda e qualquer área de sua atividade.

Sonho com a igualdade entre nós o mais possível próxima à realidade. Não à teorização, aos discursos de palanque, à corrupção desenfreada, aos preconceitos e exclusões sociais.

O ano se finda. Brotarão flores para o desfilar dos próximos e derradeiros meses ornando o belo tapete da natureza - essa também muito maltratada por nós! Incoerentes que somos para com nosso próprio "habitat".

Duas canções, insistentemente, agitam-se em minha trilha sonora mental:

Uma, cantava-se muito no grupo escolar, em festas cívicas... que já não se ouve mais: "Já podeis da Pátria filhos / Ver contente a mãe gentil / Já raiou a liberdade / No horizonte do Brasil / Brava gente brasileira / Longe vá temor servil / Ou ficar a pátria livre / Ou morrer pelo Brasil"... (Evaristo da Veiga & D. Pedro I)

A outra... dispensa comentários: "Quando entrar setembro e a boa nova andar nos campos / Quero ver brotar o perdão onde a gente plantou juntos outra vez / Já sonhamos juntos semeando as canções no vento / Quero ver crescer nossa voz no que falta sonhar / Já choramos muito, muitos se perderam no caminho / Mesmo assim não custa inventar uma nova canção que nos venha trazer / Sol de primavera abre as janelas do meu peito / A lição sabemos de cor / Só nos resta aprender"... (Sol de Primavera - Beto Guedes)

Feliz setembro! A natureza engravida-se de tamanha beleza!

Célia Rangel



quarta-feira, 30 de agosto de 2017

A Mão de Deus e o Colo de Nossa Senhora


A família do menino de três anos se reencontrou na tarde desta quarta-feira (30) após a criança ter sido resgatada e amparada por um motorista no engavetamento com 36 veículos que deixou dois mortos e 20 feridos na Carvalho Pinto (SP-70) em Jacareí.

Emocionados, os pais agradeceram ao motorista que cuidou da criança enquanto a mãe dela e os avós foram socorridos para o hospital em São José dos Campos.

"Fiquei morrendo de medo porque no começo não sabia com quem ele ia ficar. A esposa dele [motorista] se machucou também e foi na ambulância com a gente. Por isso, ficamos mais tranquilos. Ele foi um anjo nas nossas vidas", relembrou a Amanda Lima Alves, mãe da criança.

A mãe e os avós da criança saíram de São Bernardo do Campo com destino ao Santuário Nacional de Aparecida. Durante o trajeto, eles se envolveram no grave acidente que aconteceu na altura do Km 75 da Carvalho Pinto. Após o resgate, o carro em que eles estavam pegou fogo.

A mãe do Pedro, de três anos, e os pais dela tiveram ferimentos e precisaram ser socorridos para hospitais. Como a criança não teve nenhum ferimento, eles acabaram deixando-a com o chefe de produção Carlos Eduardo Antoneli, que amparou a criança até a chegada de parentes no local.

Thales Tizuco, pai do menino, afirma que se desesperou quando soube do acidente, mas que teve a sensação de um milagre quando descobriu que o filho foi resgatado por um motorista que também seguia para o Santuário Nacional de Aparecida.

"É algo de Deus, foi Deus que colocou ele perto da minha família. Eu ia com a minha família, mas não pude por causa do trabalho. Ontem à noite tive uma sensação de que era melhor eles não virem. Cheguei até pedir para eles adiarem. Minha família nasceu de novo. Eu agradeço muito ao Carlos Eduardo por tudo que ele fez pelo meu filho. Vou ser eternamente grato', disse.

No período da tarde, a mãe teve alta e se encontrou com o pai da criança. Os avós da criança continuam internados, mas a previsão é que tenham alta nesta quinta-feira (31).



segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Castelo Humano Revelador


Desfazendo de máscaras
Que nada mais representam

Há um tempo absorveram

Ideias, pensamentos, ilusões

Sutilmente...

Exposta à realidade

Criam-se raízes tão sóbrias

Que não deixam dúvidas

Da distância imposta

Entre máscaras e realidades

Revelam identidades dicotômicas

Não há mais onde penetrar

Depois que cai a máscara

Reflete-se como em um espelho

O perfil totalitário a quem souber observar

Perceptivelmente...

Célia Rangel


sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Além dos meus silêncios...



, na miséria humana acomoda-se um corpo

, simplesmente se anula em muitas coisas

, há sempre uma tristeza que se apossa

, de um ser que derrapa em lembranças

, há uma solidão conflitante

, que ora quer ser ausente

, ora presença marcante

, refúgio da fraqueza invasora

, em coleção de desafetos

, no gráfico das ilusões

, persistem em queda

, os sonhos.



Célia Rangel




terça-feira, 22 de agosto de 2017

Segurança



A elegância no ser e no agir
no anonimato, chega a ser uma defesa
de reações descabidas.

Na seleção, a contemplação do avesso
local de armazenamento
dos contrastes.

Na vivência, a esperança
de que tudo se dilua
e recomece.

Há um cansaço natural
com as repetições
desencantamento com o humano.

E, no final, o descaso
do que era e já não mais existe
na contemplação do amor.



Célia Rangel


sábado, 19 de agosto de 2017

Leitura revigorante para o final de semana!

‘A felicidade depende da forma como olhamos o mundo’ –
Tal Ben-Shahar


“A primeira lição que dou na minha aula é que nós precisamos nos conceder a permissão de sermos seres humanos. Isso significa vivenciar emoções dolorosas, como raiva, tristeza e decepção. Temos dificuldade de aceitar que todo mundo sente essas emoções às vezes. Não aceitar isso leva à frustração e à infelicidade.”
– Tal Ben-Shahar, em entrevista a revista ‘Exame’, 20.11.2014.

Escritor, conferencista e antigo professor de Psicologia Positiva e Psicologia da Liderança, em Harvard, onde se formou em Filosofia, Psicologia e Comportamento Organizacional, Tal Ben-Shahar ficou mundialmente conhecido como o homem que dava «cursos de felicidade» – os mais procurados da prestigiada universidade norte-americana (Universidade Harvard). Não é fã de livros de auto-ajuda, daqueles que prometem a felicidade eterna em dez passos, mas garante que a felicidade não é tão difícil de alcançar como pensamos.

Leia entrevista completa em:
http://www.revistaprosaversoearte.com/felicidade-depende-da-forma-como-olhamos-o-mundo-tal-ben-shahar/

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Era dezesseis...


Hoje eu pensei em você com saudades daquele seu pedido para entrar em minha vida.

Momento único que será sempre lembrado no ontem, no anteontem e no amanhã.

Você se foi, mas deixou recordações tatuadas em mim.

Nossa vida começou em um dezesseis.

E em todos os dezesseis novas propostas se apresentaram,

Mesmo que não as buscássemos.

Seu nome, você é sempre presente... Jamais será passado...

Meu silêncio é povoado por memórias felizes,

Músicas, poemas, cartas, reacendem o nosso existir.

Tudo é muito vivo em nós.

A morte não nos ganhou.

Apenas, foi uma etapa que se concretizou.

Mas a vida amorosa brotou e brotará sempre...

Deus está com você e comigo partilhando amores eternos.

Meu querido que me espera...

Célia Rangel


Talvez... seja essa a explicação...
Nossa Vida foi baseada em amor filosófico
Muito dialogado e vivenciado
Deixou marcas profundas...

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Estradas de um coração...



Errante... Inconstante...
Vadio... Oscilante...
Deixa-se levar pela onda do
pulsar vermelho que ferve nas veias
no amanhecer, entardecer, ou na escuridão da noite.

Um boêmio descompromissado,
passo a passo no compasso, arritmia inútil
que com tantas taquicardias já se esvai...
No desvio do caminho – a esperança
A magia e a ilusão da eterna serenidade!

Quanto fez? Quanto amou?
Amnésia apoderou-se.
Esburacado nas decepções,
Asfaltado nos sonhos,
Interrompido nas desilusões...

Viveu... Amou... Doou-se.
Sem moderação ou arrependimento.
Foi ponte!



Célia Rangel



quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Um PAI – meu PAI

Amada e desejada desde o espermatozoide,
Isso foi fantástico!
Pois, meu embrião foi cravejadinho de muito amor paternal.

Sei que o fiz feliz na retribuição de muito amor,
De pai para filha uma herança benigna,
Que adornou vidas consolidou amores.

Ele viveu alegrias, sofrimentos e dores,
Mas todos celebrados, curados e cicatrizados,
Pelo dom divino do existir.

Tive um PAI que, em outro não encontro igual,
Simples, verdadeiro, companheiro sempre,
Um olhar azul céu transpôs comigo as nuvens do crescimento.

Deu-me força, exemplo e dignidade de vida para ser quem sou hoje,
Uma filha feliz que agradece ao PAI o PAI concedido,
Relações que transcenderam muros celestiais.

E, agora, José...
A festa acabou...
E, você nos deixou...
“Drumondiando” na vida...


Célia Rangel